Eu fui pro Terra com uma expectativa sem fim para, principalmente, o show do Phoenix. Devo dizer que minhas expectativas foram batidas e por MUITO. Mas vamos deixar Phoenix pro fim.

Cheguei relativamente cedo ao Terra, o que foi até bom, pois me fez ficar bem na frente durante os shows do Of Montreal, Mika e Phoenix. Aliás, a cada show eu fui mais pra frente, ficando praticamente na grade do show dos francesinhos do meu coração.

Of Montral foi surpreendente, nunca curti os cds da banda, mas o show foi FODA. Música animada, galera lá frente suuuper animada, cantando junto e que figurino foda, né?

Pra esperar o Phoenix, resolvi ficar onde estava no show do Mika e assisti bem lá da frente, na frente inclusive de umas fãs loucas do rapaz. E que show colorido, animado, afinado! É impossível ficar parado ouvindo Grace Kelly, Love Today, We Are Golden e Lollipop. O cara é um showman. E venhamos e convenhamos: o Mika é LINDO. E me lembrou demais o Fred Mercury (guardadas as devidas proporções, por favor).

Eu já estava quase morrendo quando o Mika saiu do palco e eu resolvi, mesmo com sede e muita fome, ficar lá na frente do palco. A posição que eu tava era incrível: próxima da grande e no centro do palco. Até esse show, tava tudo dentro do horário, mas os franceses atrasaram 15 minutos. Mas cada segundo de espera valeu a pena, porque eles começaram com um soco chamado Lisztomania. A galera cantou junto e ao final da música deu pra ver a cara de surpresa do Thomas Mars, sr. Sofia Coppolla, uma expressão de incredulidade completa com a galera cantando mais alto que ele.

Na segunda música ele não resistiu e foi até a grade. E bem na minha frente. Daí até o fim apoteótico tivemos muita gritaria, dancinhas apertadas, calor demais e o Thomas ensinando a galera a bater palmas como parisienses. Mas o melhor ele definitivamente guardou pro fim: além de 1901, Thomas resolveu ir pra galera novamente com direito a stage diving. E rolando pela galera ele passou por mim, segurou a minha mão e eu fiquei embaixo da barriguinha branquela dele. Nota dispensável: ele usa cueca samba canção.

Depois desse show sinceramente não prestei atenção em nenhum outro. Apenas escutei Pavement enquanto estava sentada descansando perto do carrossel e depois escutei o Empire of Sun enquanto comia um hot pocket muito ruim.

Notas aleatórias sobre o festival:

– Eu não fui ao banheiro (não perguntem como eu consegui ficar lá das 17h30 até as 2h30 sem ir ao banheiro), mas os comentários eram: “Cara, tem papel!” e “Eu lavei a mão e com sabão!!!!!”.

– Era muito fácil chegar ao bar e beber o que fosse sem fila.

– Shows começando super no horário, exceção foi o Phoenix que atrasou 15 minutos.

– Pra comer era complicado, a fila era grande e eu quase desisti. Mas nota positiva: poder comprar coisas que não fossem os hot pockets nojentos das lanchonetes oficiais.

– Era fácil chegar ao Playcenter, vários ônibus esperando no terminal da Barra Funda. Super tranquilo. Pra sair a melhor opção era caminhar duas quadras até a Marquês de São Vicente e pegar táxi por lá, o que foi até mais rápido e fácil do que eu imaginei que fosse ser.

Conclusão:

Tive 3 shows fantásticos na sequência em um festival muito bem organizado e inesquecível especialmente por causa de um francês rolando por cima de mim.